Os dois presumíveis membros da organização separatista basca ETA detidos em Portugal já se encontram no tribunal de Torre de Moncorvo, onde terá início o processo que deverá culminar na extradição para Espanha, disse este domingo o governador civil de Bragança.
Jorge Gomes disse que os dois suspeitos estão ainda sob jurisdição da GNR, mas já se encontravam ao fim da manhã no Tribunal de Torre de Moncorvo, onde será o Ministério Público a fazer as primeiras diligências do processo judicial que se segue. «O caso é agora da competência do poder judiciário», afirmou o governador civil, acrescentando que o poder político também está a acompanhar o processo em permanência.

De acordo com o governador civil, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, está a acompanhar a situação a partir de Bragança, região de onde é natural e onde se encontra a passar o fim-de-semana, depois de ter escolhido Miranda do Douro para a habitual reunião mensal dos 18 governadores civis, realizada sexta-feira.

O ministro tem estado ao longo da manhã «em contacto permanente com o homólogo espanhol» e as autoridades de ambos os lados da fronteira realçam «a forte cooperação das forças de segurança dos dois países, que culminou com a detenção».

O governador civil admitiu que o ministro Rui Pereira possa fazer declarações sobre o caso mais tarde.

Os dois presumíveis terroristas que fugiram para Portugal estão detidos em Torre de Moncorvo depois de uma perseguição policial em que as autoridades tiveram de recorrer a armas de fogo para os intimidar. Os suspeitos, um homem e uma mulher, entraram em Portugal pela fronteira de Bemposta (Mogadouro), e a fuga prolongou-se por várias dezenas de quilómetros até Torre de Moncorvo, no sul do distrito de Bragança.

A operação ocorreu entre as 22:00 e as 24:00 horas de sábado, depois de a Guarda Civil espanhola ter interceptado uma carrinha carregada de explosivos em Bermillo de Sayago, Zamora, próximo da fronteira com o Nordeste Transmontano.

Diário Digital / Lusa