O aeroporto de Port-au-Prince “está operacional e a ajuda vai começar a chegar”, declarou em Nova Iorque o chefe do departamento de manutenção da paz da ONU, Alain Leroy.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ajuda para o Haiti e anunciou que as Nações Unidas vão libertar 10 milhões de dólares dos fundos de emergência.

Um sismo de magnitude 7 na escala de Richter destruiu na terça-feira, cerca das 17:00 locais (22:00h em Lisboa), a capital haitiana e imediações, causando um número indeterminado de mortos.

As primeiras equipas de socorro internacionais partiram já para o país mais pobre do continente americano.

Numa nota enviada à Agência Lusa, Johnny Simpson Tarling, um dos directores comerciais da empresa de segurança privada Red24, afirma que as suas equipas registaram incêndios em diferentes zonas de Port-au-Prince, assaltos e violência em vários pontos do país.

"Antecipam-se mais incidentes deste tipo no futuro imediato", refere a mesma nota.

Igualmente preocupante é a situação em algumas das estradas que ligam o Haiti à República Dominicana.

"A fronteira esteve temporariamente fechada, já voltou a abrir mas muitas estradas estão inacessíveis ou bloqueadas. Teme-se igualmente a acção de assaltantes armados e traficantes que normalmente operam na zona", explica.

A informação mais actualizada da Red24 indica que o Hotel Montana, usado particularmente por estrangeiros, está entre os edifícios destruídos no sismo, que afectou ainda o Hospital Canapé Verte (o maior da cidade), entre muitos outros complexos.

Há ainda relatos de que um dos fornecedores da rede de telecomunicações móveis no Haiti, a Digicel, conseguiu já recuperar parte da rede no país.



lusa