"É tempo do mundo se mobilizar"
Cavaco e Haiti: “Ninguém pode ficar de braços caídos”


O Presidente da República reagiu esta quinta-feira à tragédia no Haiti. “É uma verdadeira catástrofe com um grau de sofrimento que não me recordo nos tempos modernos”, disse Cavaco Silva à margem da visita ao Instituto de Odivelas que comemora 110 anos.

Cavaco disse ainda que “é tempo do mundo se mobilizar aos haitianos”.

“É um momento dramático. Ninguém pode ficar de braços caídos”, referiu, enquanto expressou 'sentidas condolências' ao povo e às autoridades do Haiti em virtude do sismo que atingiu terça-feira o país e provocou um número de mortos 'ainda impossível de calcular”.

PORTUGAL ENVIA AVIÃO E 32 ELEMENTOS DA PROTECÇÃO CIVIL

O Governo português vai enviar para o Haiti um avião C-130 da Força Aérea com 32 elementos da Protecção Civil para ajudar nas operações de resgate após o sismo que devastou o país.



'Vamos enviar, espero que ainda hoje [quinta-feira] à tarde, um avião da força aérea, um C-130, com 32 elementos da Protecção Civil habilitados para responder a este tipo de emergência. Chegarão ainda a tempo de dar algum apoio a esta catástrofe humanitária', confirmou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, João Gomes Cravinho, em declarações à agência Lusa.





Gomes Cravinho, que se encontra actualmente em Rabat em visita oficial de dois dias, adiantou que a operação foi coordenada entre os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa e a Protecção Civil.



'Trata-se de um apoio na ordem dos 400 mil euros, o que é muito significativo à nossa escala', disse o secretário de Estado, acrescentando que o envio de técnicos da Protecção Civil é a ajuda mais necessária no momento.



'Esta é a ajuda mais essencial, mais preciosa. Estamos a trabalhar em coordenação com a União Europeia e com as Nações Unidas e neste momento é isto que é preciso. Vamos também equacionar a possibilidade de enviar tendas, rações de combate e mantimentos para esta situação imediata', adiantou.



O secretário de Estado considerou ainda que, além do 'drama humanitário', 'a memória histórica muito forte' dos portugueses relativamente ao terramoto de 1755, é mais uma razão para ser solidário com o que se passa no Haiti.

Fonte Correio da Manhã