Joaquim Abreu foi hoje vacinado contra a gripe A (H1N1) no Estabelecimento Prisional do Montijo, fê-lo por "medo da doença", e vai fazer parte dos 65 por cento de reclusos que vão ser vacinados em Portugal.




"Decidi vacinar-me com medo da gripe A. Estamos aqui e se alguém entra infectado vai contaminar isto tudo", disse, acrescentando que quer prevenir-se porque vai sair para a rua "e gosta muito de ir a sítios movimentados".

Em duas pequenas salas, quatro enfermeiros do Hospital Prisional de Caxias foram vacinando os reclusos um a um, depois das habituais perguntas sobre o estado de saúde e dos inevitáveis alertas para os eventuais efeitos secundários.

* Vacinação abrange 7.000 reclusos

Joaquim foi um dos 98 reclusos, dos 175 que estão detidos no Montijo, a aceitar ser vacinado, e será um dos 7.000 que aderiram ao programa em todo o país.

"Esta é uma medida da maior importância, quer do ponto de vista humanitário, quer do ponto de vista da saúde pública, e representa uma atenção muito especial a uma população que vive em meio fechado", considerou o director-geral dos Serviços Prisionais.

* Adesão da ordem dos 65%

Rui Sá Gomes manifestou-se bastante satisfeito com a adesão dos reclusos, que "ronda os 65 por cento", e lembrou que esta é a segunda fase do plano, uma vez que os funcionários já foram vacinados.

* Plano abrange perto de 40 crianças

O director dos Serviços Prisionais sublinhou ainda que o plano vai abranger também à volta de 40 crianças que vivem com as mães nos Estabelecimentos de Tires e Santa Cruz do Bispo.

Também o director-geral da Saúde, Francisco George, se manifestou bastante satisfeito com o programa de vacinação nos 50 estabelecimentos prisionais portugueses.

* Programa termina no final de Janeiro

"É importante, porque protege um grupo de população que está internado", referiu, congratulando-se com a cooperação entre o Ministério da Saúde e os Serviços Prisionais, num programa que teve início na quinta-feira, em Monsanto, e termina no final de Janeiro.

Francisco George considerou essencial que "todos compreendam a importância da vacinação", sobretudo porque "o vírus não vai desaparecer e, mesmo que a actividade epidémica diminua, sabe-se que voltará a provocar a gripe".

Com Lusa