Crimes sexuais: Medicina legal confirma mais casos
Predador espalha pistas desde 2008


O homem que obrigou mais de dez menores a praticar sexo oral na zona de Telheiras ao longo do último ano é procurado desde meados de 2008. E, apurou o CM, não foi apenas naquele bairro de Lisboa e no concelho de Oeiras que o predador deixou vestígios biológicos. Análises laboratoriais de casos de violação noutros concelhos da Área Metropolitana de Lisboa confirmaram os piores temores: o violador fez mais vítimas.

Aliás, sabe o CM, não só o raio de acção do suspeito se alargou para lá do centro de Lisboa, como os vestígios recolhidos indicam que o mesmo homem ataca desde 2008. No entanto, a falta de uma base de dados de ADN útil em Portugal, não permite à Polícia Judiciária verificar se este predador consta dos registos criminais por violações anteriores.

E, se os casos de violação relacionados com este suspeito estavam circunscritos à zona de Telheiras, desde o Verão do ano passado que as provas recolhidas demonstram que o mesmo homem atacou noutros locais.

Ao mesmo tempo, o ‘modus operandi’ do agressor leva a que a sua identificação não seja nada fácil. Ao atacar de faca em punho, as vítimas – quase sempre menores – ficam de tal forma intimidadas que nem conseguem fitar o homem. O CM sabe que só depois de várias denuncias e descrições foi possível às autoridades elaborar os retratos-robô, que estão espalhados por todas as esquadras de Telheiras e Benfica.

Este suspeito, tal como o CM avançou, tem cerca de 30 anos, é branco, usa cabelo muito curto, mede 1,70 metros e é magro.

De acordo com uma funcionária de uma clínica de estética em Telheiras, um homem que durante vários meses do ano passado foi visto a esconder-se nas arcadas de um prédio daquela zona – e que correspondia à descrição – chegou a ser identificado pela PSP após uma queixa. Depois disso nunca mais foi visto.

PORMENORES

MENORES ATACADAS

Este predador sexual atacou mais de dez jovens, com idades entre os 12 e os 17 anos, só em 2009 e na zona de Telheiras.

SEXO ORAL

O suspeito obriga as vítimas à prática de sexo oral ou a masturbá-lo sob ameaça de faca.


Fonte Correio da Manhã