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  1. #16

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    Padrão Uma jovem dedicada à comunidade

    Participativa
    Uma jovem dedicada à comunidade
    10 junho 2010




    Um estandarte da Casa do Povo, içado durante o funeral, assinalou a presença que Carina mantinha com a comunidade. A jovem, que no secundário foi eleita Miss Escola e que animou festas e bailes, desenvolvia actividades em várias comunidades. "Feliz, doce e carinhosa", como a cantou, em poema, uma amiga. "Era muito viva e participativa", dizem os amigos. De Coimbra, onde estudou Turismo na Faculdade de Letras, viajaram muitos estudantes. Bonita e atraente, era de "trato fácil e fazia amizades com todos", contou um colega da Universidade de Coimbra. Pa-ra os amigos mais próximos, a jovem de 21 anos "era muito ligada à família e à cidade". E dedicada. "Onde se metia era com afinco e dedicação", garantiu outra colega.

  2. #17

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    Padrão Corpo de Carina já foi retirado

    Foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Vila Real, onde será realizada a autópsia


    O corpo de Carina Ferreira, a jovem que se encontrava desaparecida há um mês em Lamego, foi retirado às 21:40 do local onde foi encontrado, informou fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Viseu.

    A fonte referiu à agência Lusa que o cadáver foi removido pelos Bombeiros Voluntários de Lamego.






    O corpo, encontrado na auto-estrada entre Lamego e Régua, aparentemente em resultado de um acidente de viação, foi transportado para o Instituto de Medicina Legal de Vila Real, onde será realizada a autópsia, adiantou telefonicamente a mesma fonte, precisando que no local estão nove bombeiros, apoiados por três viaturas.

    O corpo de Carina Ferreira foi encontrado esta segunda-feira à tarde dentro do Peugeot vermelho em que a jovem viajava no dia em que desapareceu. Carina foi encontrada com o «cinto posto» e o veículo terá caído de uma «ravina de 30 metros», segundo confirmou o tvi24.pt junto de fonte policial.

    Os primeiros indícios recolhidos pela Polícia Judiciária dão conta que a jovem terá sofrido um acidente de automóvel e caiu numa ravina junto à A24, no trajecto que efectuava todos os dias, de Lamego, onde morava, e Peso da Régua, onde trabalhava. A descoberta foi feita esta tarde por inspectores da Judiciária que efectuavam rappel na zona, na tentativa de descobrir o carro da jovem.



  3. #18

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    Padrão Perícias apontam para despiste do automóvel de Carina Ferreira


  4. #19

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    Padrão Carina fracturou a coluna

    Autópsia de jovem de 21 anos desaparecida confirma morte por acidente de viação

    TERESA CARDOSO E NUNO MIGUEL MAIA




    A autópsia efectuada ao corpo de Carina Ferreira concluiu que a jovem de Lamego teve morte imediata na sequência de uma fractura da coluna. As lesões detectadas são compatíveis com o acidente que conduziu o carro ao fundo de uma ravina, na A24.

    Quando os inspectores de uma equipa especial da Polícia Judiciária (PJ) do Porto encontraram, na passada segunda-feira, o cadáver da desaparecida ainda com o cinto de segurança colocado, no seu Peugeot 106, logo se desenhou a forte possibilidade do acidente.

    Só que não estava determinada a concreta causa da morte, pelo que ainda se colocava a possibilidade teórica de intervenção de terceiros.

    O exame médico-legal veio a confirmar a morte como consequência do acidente, mas em especial da fractura da coluna, uma zona muito sensível, crucial mesmo quanto ao funcionamento geral do organismo.

    Conforme noticiou o JN, presumivelmente, para a ocorrência do acidente no passado dia 1 de Maio, viatura conduzida por Carina Ferreira seguia em velocidade excessiva ou pelo menos o suficiente para embater no talude da A-24, numa zona em que não havia "rails".

    Depois, o Peugeot ganhou balanço e voou por cima de uma cerca destinada a impedir o acesso a animais, caindo na ravina. Parou cerca de 30 metros à frente. O automóvel ficou do avesso e já estava coberto por alguns arbustos, estado em que foi encontrado por inspectores da PJ, que andavam, a pé, a pesquisar aquela zona há vários dias.

    O local onde foi encontrado o corpo situa-se na estrada Lamego-Peso da Régua e na zona em que, pela última vez, foram activadas as células dos telemóveis de Carina Ferreira, que ia para uma festa cubana no Clube de Caça e Pesca da Régua.

    A família da vítima do acidente não quis presenciar as operações de resgate do corpo.

    Cerimónia com oito padres

    A igreja de Santa Cruz, em Lamego, foi ontem pequena para receber as centenas de pessoas que se associaram às exéquias fúnebres de Carina Ferreira. Universitários, desportistas, militares e gente anónima juntaram-se à família num último adeus.

    José Ferreira, o pároco da freguesia da Sé que presidiu à cerimónia litúrgica, ao lado de mais sete sacerdotes, falou da "angústia e incerteza" da família que durante 37 dias não soube o paradeiro da filha.

    "Sentimos muito a perda de alguém que é ceifado prematuramente. Mas a vida é muito precária, muito frágil. Está sempre presa por um fio muito ténue que se pode quebrar a qualquer momento".

    O sacerdote reconheceu ainda, na homilia, que Lamego "tem sido assolado por uma série de acontecimentos que assombraram a nossa vida quotidiana", numa alusão ao caso do estudante que morreu ao cair de uma varanda em de Mar, Espanha.


  5. #20

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    Padrão "Quando morremos as redes sociais são como um memorial"

    "Quando morremos as redes sociais são como um memorial"

    por JOANA CAPUCHO



    Entrevista a Gustavo Cardoso, professor e investigador do Instituto Universitário de Lisboa.




    A criação de uma página no Facebook pelos amigos de Carina Ferreira, que continua a receber centenas de comentários mesmo depois de divulgada a notícia da sua morte, prova que se pode viver e morrer nas redes sociais?

    Sim, se pensarmos que as redes sociais são uma extensão das relações familiares, de amigos e profissionais que mantemos diariamente. Não nascemos com elas, mas elas acompanham-nos no nosso dia-a-dia. São espaços para nos expressarmos na alegria, mas também na dor e na tristeza. O falecimento e a permanência online são questões em debate há vários anos.

    É uma forma de manter viva a memória de quem parte?

    Enquanto estamos vivos, as redes sociais são o espelho do que fazemos. Quando morremos, passam a ser uma espécie de memorial. São muitas vezes usadas por nós em vida e por aqueles que gostam de nós quando morremos. Com as novas tecnologias surge uma nova forma de perdurar a memória de alguém, de fazer luto, de partilhar sentimentos através da expressão dos nossos estados de alma. As pessoas utilizam esses espaços para deixar mensagens, como quem deixa flores.

    O desaparecimento de Carina Ferreira, amplamente divulgado através do Facebook, é emblemático?

    Este caso tornou-se emblemático porque é o primeiro que ocorre em contexto nacional: dá visibilidade a algo que já acontecia , mas que não era tão mediatizado. A adesão de milhares de membros à página criada pelos amigos de Carina não é indissociável da difusão que foi dada pelos media.

    As redes sociais representam uma nova fase na procura de pessoas desaparecidas?

    As redes sociais são mais um instrumento para as pessoas que querem encontrar alguém, não muito diferente do que eram as fotos das pessoas desaparecidas publicadas na televisão há dez anos. O que as redes trazem de diferente é o facto de não serem só as organizações a desencadear processos de procura, mas também os indivíduos. A procura continua a depender e muito da mediatização que é feita pela comunicação social, pois o jornalismo é fundamental para credibilizar as acções dos indivíduos.

    As redes sociais, nas quais se inclui o Facebook, ajudam a desenvolver um maior sentimento de solidariedade social?

    Nas redes sociais fazemos duas coisas: interagimos com aquilo a que no Facebook designamos de "amigos" e tomamos posição sobre algo que gostamos ou não gostamos, como apoiar uma causa. Acho que as redes sociais são uma forma de procurar pessoas que pensam da mesma forma que nós e que contribuem para a criação do espaço público.


  6. #21

  7. #22

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    Padrão Utentes da A24 dão palpites sobre acidente fatal

    TERESA CARDOSO

    Muitos automobilistas que ontem, quarta-feira, circulavam na A24, entre Lamego e Régua, não conseguiam resistir à tentação de conhecer o local onde Carina Ferreira se despistou e morreu. E onde o cadáver ficou 37 dias à espera de ser resgatado.

    No final da "vistoria", eram mais as dúvidas do que as certezas sobre a forma como o despiste do Peugeot 106 ocorreu.

    "Nem o 'Kit' da série o Justiceiro (com Knight Rider) conseguia fazer o que dizem que o carro da rapariga fez", asseverava peremptório Ricardo Osório.

    Manuel Santos, outro automobilista intrigado com o despiste do veículo, jurava a pés juntos que não era possível acontecer o que dizem que aconteceu.

    "Ao subir o talude com 7,5 metros, o carro tombava logo. Não há hipótese. Muito menos provável é que tenha ainda galgado a rede e feito um voo rasante de 70 a 80 metros antes de tombar no fundo da ravina com mais de 30 metros de fundo. Só vendo", protestava convicto. António Dias Lopes, por sua vez, diz que a "estória" da morte de Carina "está mal contada". E vai mais longe. "Se eu fosse família dela, havia de gastar até ao último cêntimo para esclarecer bem o que aqui aconteceu".

    Como é que o Peugeot 106 vermelho foi então parar ao fundo da ravina". Manuel Santos tem uma teoria: "Uma grua com um pirilampo, na calada da noite, punha ali o carro sem grandes problemas e sem levantar suspeitas".

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