A polícia canadiana começou hoje a carregar sobre os manifestantes que, em Toronto, protestam contra a realização da cimeira do G20, existindo ainda registo de atos de vandalismo em lojas da cidade.
À partida não se esperavam confrontações com a polícia, já que se previa que a gigante manifestação nas ruas do centro de Toronto, com cerca de dez milhares de pessoas, fosse sobretudo pacífica.

À medida que a multidão se movimentava em direção ao centro de congressos onde irá decorrer a cimeira do G20 - cujo perímetro é guardado por uma vedação de alta segurança -, a polícia encerrou algumas artérias e as autoridades municipais ordenaram o fecho de estações de rede de metropolitano.

O sábado cinzento e chuvoso não demoveu os manifestantes, distribuídos por várias frentes, promovidas, entre outras, pelos movimentos Greenpeace e Oxfam, coligações representativas de residentes de Toronto e sindicatos canadianos de vários sectores de atividade.

A maioria das marchas tem decorrido sem problemas, apesar de a polícia fazer detenções em casos pontuais.
Alguns grupos, como o Black Block, haviam já anunciado que teriam uma atitude de confronto com as forças policiais para testar o sistema de segurança montado.

A cerca de 180 quilómetros a norte de Toronto, em Hunstville terminou ao início da tarde de hoje a cimeira do G8, em que estiveram presentes os líderes dos oito países mais ricos do mundo (Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Japão e Rússia).

Os líderes do G8 dirigem-se agora para Toronto, onde esta noite se juntarão aos restantes representantes do G20, que integrq as principais nações ricas e nações emergentes do mundo.

Apesar de o Brasil ser membro do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará ausente da cimeira, tendo escolhido permanecer no país para acompanhar a evolução da situação das inundações que afetaram o nordeste do território.

O Brasil será representado na cimeira pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

dd.