A acusação pediu uma pena de prisão de 25 aos para o jovem canadiano Omar Khadr, detido nos últimos oito anos na prisão de Guantanamo, depois de se ter declarado culpado em tribunal militar de crimes de guerra e da morte de um norte-americano no Afeganistão, em 2002, quando tinha 15 anos.

O filho de um colaborador próximo de Bin Laden está a ser julgado na base norte-americana em Cuba. O júri retirou-se sexta-feira à tarde para deliberar sobre o caso: o procurador da acusação pediu «não menos de 25 anos de prisão suplementares», enquanto a defesa pediu dez anos, incluindo os oito em que Omar já esteve detido.

Segundo a imprensa, o jovem deverá cumprir a menos de duas penas: ou a decidida pelo júri, ou a pena prevista num acordo que assinou que prevê mais oito anos de prisão, um em Guantanamo e os outros no Canadá. Os sete jurados militares não terão conhecimento do acordo.

O procurados disse que a prisão perpétua é a pena máxima para cada um dos crimes de que Khadr é acusado – morte de um sargento enfermeiro, conspiração, apoio ao terrorismo e espionagem – mas apenas pediu 25 anos tendo em conta as atenuantes. Já a defesa alegou que Omar «foi uma criança com um mau pai». Entretanto, um responsável da ONU escreveu uma carta ao tribunal a pedir a absolvição do canadiano, por se tratar de uma “criança-soldado”.



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