O crime ocorreu em Março, quase quatro meses depois de os dois se terem separado. A arguida está em prisão domiciliária

Já por diversas vezes Isaura S., 48 anos, tentara do ex-companheiro uma explicação para uma separação ao fim de oito anos de relacionamento. Mas, naquele dia, a comerciante muniu-se de uma arma de fogo. Foi ao encontro dele numa loja que acabara de abrir, em Almada, e meia dúzia de azedas palavras depois premiu o gatilho.

Isaura começa a ser julgada no Tribunal de Almada dia 18. É acusada de homicídio de José Monsanto, 45 anos, mas está à espera de julgamento em casa.

O caso ocorreu em Março, quase quatro meses depois de José Monsanto, 45 anos, terminar a relação e abrir um negócio na zona de Almada. Segundo os amigos, os dois passaram oito anos a vender têxteis para o lar em feiras de Norte a Sul do País. Os amigos dele dizem que ela se sentiu ameaçada por ele ter aberto um negócio no mesmo ramos, os amigos dela dizem que José se aproveitou dela durante a relação.

Isaura tentou várias vezes esclarecer as coisas com José, mas este não a queria ver. Chegou a chamar a Polícia numa das suas investidas. Naquele dia Isaura não insistiu, assim que o viu à porta do armazém na Quinta do Gato Bravo, disparou três vezes à queima-roupa. Só voltou atrás para deixar a arma do crime no local. Só à noite se entregou às autoridades.

Já não era a primeira vez que Isaura se deslocava ali para causar problemas. Numa das vezes, recorda o amigo na altura o DN de José, até atirou uma pedra contra o vidro do edifício. "Quando a abordei a exigir o pagamento pelos estragos, ela até foi simpática. Pediu desculpa e justificou estar exaltada. Mais tarde deu-me o dinheiro", diz.

Isaura, defendida pelo advogada João Nabais, vai ser julgada pelo homicídio de José Monsanto. As filhas do primeiro casamento da vítima constituíram-se assistentes no processo e vão ser representadas pelo advogado José Martins Leitão.



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