O vice-presidente do PSD Marco António Costa garantiu hoje, domingo, que o seu partido "não vai dar um minuto de sossego ao Governo" socialista.

O presidente da distrital do Porto dos social democratas falava à agência Lusa, à margem de umas jornadas da JSD que decorreram na Póvoa de Varzim e acerca do acordo entre o PSD e o Governo assinado sexta-feira para viabilizar o Orçamento do Restado para 2011.

Segundo Marco António Costa, "não pode haver confiança num Governo" que apresentou um conjunto de objectivos orçamentais para este ano através do PEC II, com o apoio do PSD, mas que "quatro meses depois deixou a situação derrapar em mais de 1,7 mil milhões de euros".

Ora, "quem se comporta assim, mostra que é pouco rigoroso e exigente na forma como governa e controla a máquina do Estado", disse ainda o vice-presidente do PSD.

Uma postura governativa faz com que seja necessário haver "um acompanhamento e posição de grande determinação e intransigência" face ao comportamento dos socialistas, frisou.

Sobre o Orçamento para 2011, Marco António considera que, apesar dos "ganhos de causa" do PSD, o próximo ano vai ser "muito mau, não só pelo descontrole, mas pela completa emergência ao nível financeiro em que vive o país".

O social democrata assegurou ainda que o seu partido vai "exigir o cumprimento integral do que foi acordado [com o PS] e fazer com que o Governo assuma a responsabilidade de corrigir a trajectória que deu ao país e que tão maus resultados trouxe, não só a nível interno, mas também internacional".

Em relação ao acordo obtido entre os dois partidos, Marco António não tem dúvidas em afirmar que "era muito mais simples para os dirigentes do PSD optarem pela abstenção no Orçamento e lavarem as mãos dos problemas que daí adviriam".

Mas o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, "decidiu percorrer o caminho que lhe acarretava mais riscos pessoais, tendo-o feito em nome dos portugueses mais desprotegidos e carenciados", disse Marco António.

É que, e caso o PSD não tivesse negociado, "os dois milhões de pobres que temos em Portugal, assim como a classe média, que hoje já vive com dificuldades imensas, iriam ser arrastados para uma miséria maior".

A terminar, Marco António congratulou-se com o fato de, e pela primeira vez em muitos anos, o Governo PS ter sido "obrigado a recuar e dar o dito por não dito, aceitando as imposições do PSD".

JN