A abstenção na segunda volta das eleições presidenciais de domingo, no Brasil, foi a mais alta desde a redemocratização do país, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com os dados do TSE, 29,194 milhões de eleitores, 21,5 por cento do total do eleitorado registado não compareceram às urnas nesta segunda volta, que elegeu Dilma Rousseff presidente do Brasil, ainda que o voto seja obrigatório.

Foi o maior índice de abstenção registado desde a primeira eleição direta para a Presidência do Brasil, em 1989, mas o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, considerou a taxa "dentro da normalidade e do tolerável" e disse que não macula os resultados.

Em 2006, quando Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) derrotou Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), 18,99 por cento dos eleitores não compareceram para votar na segunda volta.

Em 2002, quando Lula venceu José Serra, do PSDB, a abstenção na segunda volta foi de 20,46 por cento.

Em 1989, ano em que Fernando Collor de Mello derrotou Lula na segunda volta, o índice de abstenções no país ficou em 14,4 por cento. De acordo com Lewandowski, fatores como o feriado prolongado, chuvas no Sul e a seca na região Norte, que torna os rios não navegáveis, contribuíram para o aumento da abstenção nesta segunda volta das presidenciais brasileiras.

Os maiores índices de abstenção foram registados nos Estados do Maranhão (29,52 por cento) e do Acre (28,18 por cento).

A 03 de outubro, na primeira volta, a abstenção foi menor, ainda que também tenha sido alta - 18,12 por cento.

Ao comentar a menor afluência às urnas de eleitores nesta segunda volta das presidenciais brasileiras, o presidente do TSE lembrou que a abstenção para a eleição do Parlamento Europeu atingiu os 30 por cento.

Diário Digital / Lusa