Os juros da dívida pública portuguesa estão a descer, a reflectir o acordo entre o PS e o PSD. A queda está, no entanto, a ser limitada pelo maior apetite dos investidores pelo risco.
O facto de o PSD já ter anunciado que vai abster-se na votação do OE 2011 – o que permitirá ao Governo cumprir com a meta de redução do défice para o próximo ano – está a contribuir para reduzir a pressão sobre a dívida soberana de Portugal. A queda dos juros é, no entanto, reduzida.

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos está nos 5,932%, a descer ligeiros dois pontos base. Este comportamento é idêntico ao que está a ser apresentado por outros países, nomeadamente a Alemanha.

Ainda assim, o prémio de risco que os investidores exigem a Portugal face à maior economia da Europa está a aumentar, dado que os juros da dívida alemã estão a cair mais do que a portuguesa. As “bunds” seguem a perder 5,1 pontos, para 2,467%.

A limitar a descida dos juros da dívida portuguesa está o facto de muitos investidores estarem a revelar maior apetite pelo risco, ao investirem nos mercados accionistas.

A bolsa nacional está hoje a liderar os ganhos na Europa, numa sessão em que todo o Velho Continente segue a negociar no "verde".

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