A pista que conduziu as autoridades no rasto dos pacotes com explosivos transportados em dois aviões, desde o Iémen com destino aos EUA, e que foram interceptados em Inglaterra, foi dada por um membro arrependido da al-Qaeda, noticiou ontem a BBC, citando funcionários britânicos.

Segundo essas fontes, Jabr al- Faifi, que tinha já estado detido em Guantánamo, entregou-se às autoridades sauditas há cerca de duas semanas, transmitindo o desejo de voltar a casa, no Iémen.

Os pormenores relacionados com estes pacotes de explosivos são muito poucos. O Iémen colocou em liberdade uma estudante, detida por suspeitas de envolvimento no caso, depois de ter sido provado que os seus dados pessoais foram indevidamente utilizados. Prosseguem as operações para detenção de uma outra mulher, suspeita de ter sido a responsável pelo envio dos pacotes.

Na sequência destes acontecimentos, a ministra do Interior da Grã-Bretanha anunciou a suspensão dos voos de mercadorias provenientes do Iémen e da Somália.

Também ontem o Governo alemão proibiu a aterragem nos aeroportos do país de aviões com origem no Iémen, depois de nos últimos dias terem sido expedidos por via aérea deste país, pacotes com engenhos explosivos com destino aos EUA.

Os engenhos foram detectados pelas forças de segurança britânicas, depois de um alerta dos serviços secretos alemães.

Ontem ainda, 14 alegados membros da al-Qaeda entregaram-se às autoridades iemenitas na província meridional de Abian, anunciou o governador local. Al Maysari explicou que entre as 14 pessoas, procuradas pela Justiça, há cinco presumíveis dirigentes do grupo, um dos quais identificado como Yamal Ahmad Nairan.

A entrega resultou de negociações conduzidas por chefes de tribos iemenitas nas localidades de Mudiya e Lauder, bastiões da al-Qaeda e cenário frequente de confrontos entre a polícia e membros da organização.

JN