O candidato a presidente da República Manuel Alegre é recebido hoje, terça-feira, pelas duas centrais sindicais, mas não vai declarar apoio à greve geral que ambas convocaram para o próximo dia 24.

"Eu não tenho de dar apoio à greve - é apenas o sinal de respeito e de compreensão pelos sindicatos, de que entendo que devem ser ouvidos, não apenas através da greve geral, mas para além da greve geral", declarou ao JN, considerando que "não tem de pronunciar-se".

Ouvido a propósito das reuniões marcadas para esta manhã, na UGT, e à tarde, na CGTP, Manuel Alegre acrescentou que a convocação conjunta da greve "é um facto de grande significado sindical, político e democrático".

Os encontros destinam-se a "ouvir os parceiros sociais, começando pelas centrais sindicais, que representam muitos trabalhadores e aqueles trabalhadores que mais penalizados vão ser pelas medidas que estão anunciadas neste Orçamento (do Estado), que são medidas bastante duras".

Prevendo que "a situação vai agravar-se", Alegre disse querer ouvir os sindicalistas (alguns dos quais, em ambas as centrais, são seus apoiantes), pois "é muito difícil podermos vencer esta crise sem que os sindicatos tenham um papel crescente, mais interventivo e mais ouvido".

"Quero ouvir as suas preocupações e sugestões e vou dizer-lhes que a campanha presidencial é muito importante para o conteúdo social da democracia e que, pelo meu passado e pelas minhas convicções, serei o garante da defesa dos direitos sociais e do Estado social, dar-lhes garantias que o actual Presidente não dá", disse.

JN