O grupo petrolífero britânico BP voltou a registar lucros seis meses depois da explosão da sua plataforma no Golfo do México, apresentando 1,2 mil milhões de euros no terceiro trimestre deste ano.

No segundo trimestre, a BP registou prejuízos de 12,1 mil milhões de euros, a maior perda trimestral da história das empresas britânicas, por causa da provisão de 28,6 mil milhões de euros que teve de fazer para fazer face aos custos da catástrofe no Golfo do México.

O novo director geral da BP, o norte-americano Bob Dudley, disse, em comunicado divulgado hoje, terça-feira, que o grupo "está em vias de atingir a recuperação depois do trágico acidente da plataforma Deepwater Horizon que provocou uma maré negra".

A explosão da plataforma, a 20 de Abril, provocou a morte de 11 trabalhadores e a pior maré negra da história dos Estados Unidos. O desastre deu início a uma crise sem precedentes na BP, que caiu vertiginosamente na bolsa.

Bob Dudley, que assumiu funções a 1 de Outubro, sublinhou também a sua "determinação" em fazer da segurança uma prioridade absoluta da BP, tendo já começado a reorganizar o grupo com esse objectivo.

A BP adiantou ter gasto já 8,3 mil milhões de euros com a catástrofe, o que inclui os custos da contenção do derrame de petróleo e indemnizações a particulares.

A empresa explicou ainda ter concluído há pouco tempo acordos para vender activos no valor de 10 mil milhões de euros e pretender vender "entre 18 e 21,5 mil milhões" até ao fim de 2011.

Depois do anúncio dos resultados trimestrais, as ações da BP subiram 1,6% na Bolsa de Londres, embora se mantenham 35% abaixo do valor que tinham antes da maré negra.

JN