O ritmo da retoma da economia mundial abrandou desde o início de 2010 em todos os países da OCDE e a dívida pública deverá atingir máximos históricos.

De acordo com a avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) nos seus países membros, incluindo Portugal, deverá situar-se num intervalo entre 2,5% e 3%, este ano.

Para 2011, a OCDE estima um abrandamento do crescimento do PIB para um intervalo entre 2% e 2,5%, prevendo uma aceleração, em 2012, para 2,5% e 3%, equivalente ao estimado para este ano.

Nas últimas previsões da OCDE, no final de Maio, o crescimento estimado do PIB era de 2,7% para 2010 e 2,8% para 2011.

Desde o início do ano, o crescimento da actividade económica e as trocas comerciais abrandaram devido à retirada gradual dos estímulos à produção e ao comércio em toda a OCDE, sendo este abrandamento "mais pronunciado do que o previsto", sublinha o relatório.

No caso "dos Estados Unidos e dos países que dispõem de maior margem fiscal, ou relações com os países emergentes, o crescimento será mais significativo", mas somente a partir de 2012, prevê a OCDE.

Assim, a Organização prevê, para estes países, um crescimento compreendido entre os 2,5% e os 3% em 2010, entre 1,75% e 2,25% em 2011. Para 2012, a OCDE estima um crescimento situado entre os 2,75% e os 3,25%.

Quanto aos países da zona euro, a OCDE prevê que, em 2012, o seu crescimento se situe entre os 1,75% e os 2,25%. O Japão deverá crescer menos, prevendo a OCDE um intervalo entre 1% e 1,5%, também para 2012.

De acordo com a OCDE, "a crise elevou os défices e a dívida pública para níveis insustentáveis".

Segundo o secretário geral da OCDE, Angel Gurria, "a simples estabilização dos níveis da dívida na maioria dos países vai exigir um esforço histórico de redução do PIB compreendido entre os 6% e os 9%".

JN