Apenas 8,2% dos hospitais portugueses oferecem a possibilidade de marcação de consultas online, segundo um inquérito do Instituto Nacional de Estatística, que revela contudo que a esmagadora maioria das unidades já utiliza a Internet.

Entre as funcionalidades que os hospitais com presença na Internet disponibilizam nos seus sites, a marcação de consultas online é a que tem menos expressão.

Já em 2008, no último inquérito do género, a marcação de consultas pela Net tinha pouca expressão, sendo na altura uma realidade em 12% das unidades, que, no entanto, eram menos do que as inquiridas este ano.

O Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nos Hospitais, realizado pelo INE entre Maio e Agosto deste ano, abrangeu 235 unidades, 128 delas públicas e as restantes 107 particulares.

Neste universo, 98,7% utilizam a Internet, a maioria por ligações em banda larga, mas apenas 88% têm presença na rede (site).

A informação institucional do hospital, sobre os serviços prestados e a disponibilização de e-mail para contactos externos são as funcionalidades mais frequentemente postas à disposição dos utentes.

Do total de instituições inquiridas, menos de um terço disponibiliza computadores para uso dos doentes internados e só 11% das unidades têm pontos de acesso à Internet sem fios para os utentes.

Em relação ao uso de meios informáticos nas actividades médicas, o inquérito do INE conclui 86% dos hospitais tem os processos dos internamentos informatizados, o mesmo acontecendo em 82% das unidades no que respeita às consultas externas.

Contudo, cerca de 40% das unidades hospitalares ainda não utiliza o processo clínico em formato electrónico.

Também a telemedicina é pouco praticada, sendo uma realidade em apenas 21% das unidades consultas no inquérito.

Mas neste capítulo, as unidades públicas parecem estar mais avançadas: 33,6% já usam telemedicina, contra apenas 6,5% dos hospitais particulares.

O inquérito revela também que só cerca de um terço dos hospitais efectuaram encomendas de bens ou serviços por via electrónica e mesmo os que usaram esta via reconhecem que pesa pouco no total de compras.

Aliás, em mais de metade dos hospitais que realizaram encomendas electrónicas este tipo de compras representou apenas 10% do total.

JN