Uma centena de suspeitos de pertencerem à máfia foram presos durante duas operações distintas, em Nápoles e Sicília, e quase 500 milhões de euros em bens foram confiscados.

Durante a primeira operação, que teve lugar em Nápoles e arredores, 50 pessoas - incluindo duas mulheres - alegadamente integrantes da família Lo Russo foram presas, de acordo com um comunicado do Ministério Público de Nápoles, acrescentando que essas pessoas são suspeitas de associação mafiosa, extorsão e tráfico de drogas.

Quatro membros da polícia municipal também foram presos sob suspeita de receberem suborno da família Lo Russo, enquanto bem avaliados em cerca de 60 milhões de euros - bens imóveis, contas bancárias, carros, motos e empresas - foram confiscados, disse a mesma fonte.

Numa segunda operação realizada na Catânia, na costa leste da Sicília - onde as ramificações criminosas têm afectado muitas outras regiões italianas, como a Lazio (na região de Roma) ou a Toscana - foram detidas 47 pessoas, incluindo políticos, empresários locais e alegados membros de famílias mafiosas.

Os detidos são acusados de associação mafiosa, fraude em licitações e, neste contexto, bens no valor de cerca de 400 milhões de euros, incluindo empresas e imóveis, foram também confiscados.

"Esta operação permitiu não só decapitar a `Cosa Nostra" na Catânia, mas também nas suas proximidades", disse à rádio estatal RAI o general Giampaolo Ganzer, chefe de um departamento especial de carabineiros, o ROS, que realizou as detenções.

De Telavive, Israel, onde se encontra em visita, o ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, disse que hoje "é um dia a ser marcado com uma cruz vermelha em termos de luta contra a criminalidade com sucessos registados", segundo a agência italiana Ansa.

JN