A Associação do Comércio Audiovisual, de Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (ACAPOR) diz que vai apresentar, todos os meses, mil denúncias de pirataria na Procuradoria Geral da República (PGR).

A ação judicial arranca no dia 5 de Janeiro com a apresentação do primeiro milhar de denúncias relativas a pirataria levada a cabo na Internet com números de IP portugueses.

A associação que representa os clubes e os revendedores de vídeos refere que 970 denúncias têm por origem casos de partilha ilegal de obras cinematográficas na Internet.

Os restantes 30 casos dizem respeito a casos de alegada usurpação de endereços de e-mail que os responsáveis da ACAPOR dizem ter sido perpetrada, com propósitos de vingança, pelo grupo de hackers Anonymous.

Em comunicado, a ACAPOR lembra que esta ofensiva contra a pirataria vai constituir um novo recorde no que toca ao número de denúncias criminais apresentadas, em simultâneo, na justiça portuguesa.

Depois desta primeira iniciativa, a ACAPOR promete voltar à carga com a apresentação mensal de um milhar de novas denúncias relativas a pirataria.

Além da punição dos piratas (máximo de três anos de prisão), a ACAPOR pretende obter resultados ao nível da mentalidade: "A partir de hoje, a população portuguesa passa a tomar consciência de que os atos ilícitos cometidos através da Internet, em concreto os uploads/downloads ilegais, estão a ser vigiados e denunciados, e assim será por tempo indeterminado", sublinha um comunicado da associação.



Expresso
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