Primeiro golo do argentino é um monumento

O Barcelona qualificou-se para os quartos-de-final da Liga dos Campeões ao vencer o Arsenal no Camp Nou por 3-1. Os catalães precisavam apenas de um golo para seguirem em frente, face ao 2-1 dos Emirates e conseguiram-no nos descontos do primeiro tempo, mas tiveram de voltar a acelerar perante um autogolo de Busquets, desta vez central.

Pep Guardiola viu-se obrigado a apresentar uma nova dupla de centrais. Com Puyol lesionado e Piqué castigado, Busquets e Abidal fizeram dupla no miolo. Dani Alves foi o lateral do costume, Adriano surgiu na esquerda e Mascherano a trinco. Wenger parecia apostar num Arsenal de ataque, com Wilshere e Diaby a tentarem tapar o meio-campo, libertando Nasri, Fabregas, Rosicky e Van Persie para os assuntos ofensivos.

Não apresentando a fluidez de outros jogos, o Barcelona manteve mesmo assim a posse de bola e foi criando oportunidades. Djorou e Koscielny foram aguentando a avalanche como podiam e a aproximação do intervalo com o 0-0 chegou a perspectivar uma segunda parte tensa para o lado culé. Antes, aos 19 minutos, Wenger teve a primeira contrariedade logo aos 19 minutos, quando Szczesny teve de sair lesionado, dando o seu lugar a Almunia. Não seria pelo guarda-redes espanhol, bem pelo contrário, que os «Gunners» sairiam eliminados de Camp Nou.

O golo, já se disse, apareceu nos descontos da primeira parte. Fabregas, que regressava ao estádio do antigo clube como sénior, esbarrou-se numa transição, a bola foi parar aos pés de veludo de Iniesta, que isolou Messi. O talento do argentino pintou o golo de maravilhoso: um toque para a recepção, outro, leve, para passar a bola por cima de Almunia, e um terceiro para atirar para a baliza deserta. Fantástico!

O 1-0 anunciava vida difícil para o Arsenal, que ainda não chegara perto de Valdés. Aos 53, o jogo parecia querer dar razão a Wenger, com o canto de Nasri a encontrar a cabeça desastrada de Busquets. O autogolo caía do céu para os ingleses, permitia-lhes voltar a jogar com as linhas mais baixas e espreitar o contra-ataque. Porque o Barça precisava de mais um para igualar a eliminatória e dois para garantir a qualificação.

No entanto, nada podia ser pior do que ficar reduzido a dez. Van Persie viu o segundo amarelo três minutos depois do empate, por pontapear a bola depois do apito do árbitro, que revelou algum excesso de zelo. Com dez, o céu voltava a cair sobre a cabeça dos londrinos, que tinham de aguentar quase uma parte inteira a pressão culé.

Não aguentariam, apesar das muitas defesas de Almunia. Iniesta conduziu a bola pelo meio, entregou a Villa, que desmarcou Xavi. O médio não desperdiçou a oportunidade e igualou mesmo a eliminário.

O 3-1 surgiria dois minutos depois. Koscielny derrubou Pedro e Messi nem deixou Almunia mexer-se na conversão do penalty. O árbitro aí até terá poupado o central do Arsenal, que já tinha cartão amarelo.

O Arsenal continuava à distância de um golo do apuramento. Mas o melhor que conseguiu foi assustar Valdés e Mascherano, através da pressão de Bendtner, mas seria uma injustiça enorme. Os «Gunners» chegaram ao fim dos 90 minutos sem um único remate à baliza.

BARCELONA - Víctor Valdés; Daniel Alves, Sergio Busquets, Éric Abidal e Adriano (Maxwell, 90); Xavi Hernández (C), Javier Mascherano (Keita, 88) e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez, Lionel Messi e David Villa (Afellay, 82).

ARSENAL - Wojciech Szczesny (Manuel Almunia, 19); Bacary Sagna, Laurent Koscielny, Johan Djourou e Gaël Clichy; Jack Wilshere e Abou Diaby; Tomá¿ Rosický (Andrey Arshavin, 73), Cesc Fàbregas (C) (Nicklas Bendtner, 78) e Samir Nasri; Robin van Persie.

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