O Barclays Capital considera que a eléctrica portuguesa não deverá seguir os passos da Iberdrola, que anunciou na terça-feira a absorção da Iberdrola Renovables, que estava em bolsa desde 2007.



O banco de investimento considera que tanto a EDP como a italiana Enel deverão manter em bolsa as suas filiais viradas para as renováveis, a EDP Renováveis e a Enel Green Power, que surgiram ambas na esteira do que a Iberdrola tinha feito em 2007, ao lançar em bolsa a sua subsidiária "verde".

A Iberdrola Renovables, escreve o Barclays Capital, adoptou decisões muito distintas dos seus concorrentes portugueses e italianos. "A Iberdrola Renovables não deu passos para diversificar as suas fontes e o seu preço em bolsa manteve-se abaixo do preço a que foi colocada no mercado", escreve o banco de investimento.

No caso das acções da EDP Renováveis, os analistas do banco britânico considera que têm feito o seu caminho, apesar de também considerarem que a empresa sentiu "frustração" devido ao escasso rendimento nos dois últimos anos.

"Em todo o caso, se a EDP Renováveis for capaz de continuar a diversificar as suas fontes e os seus gastos de capital se reduzirem, o preço das acções poderá ficar mais em linha com o seu actual valor", acrescenta a entidade.


Fonte: Jornal de Negócios