A União Europeia congratulou-se hoje pela resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU a favor do uso da força na Líbia e manifestou-se disponível para a implementar, nos limites dos seus poderes.

«Saudamos a resolução 1973 aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas», disse o presidente da UE, Herman Van Rompuy e a chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton, em comunicado.

«A União Europeia está pronta para implementar esta resolução, no quadro do mandato e competências», acrescentam.

Esta questão, adiantam, estará na agenda de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, prevista para segunda-feira em Bruxelas, e em seguida na cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos países da EU, prevista para quinta-feira e sexta-feira da próxima semana.

O comentário refere-se às sanções contra o regime do líder líbio, Muammar Kadhafi, e às medidas previstas para impor o embargo de armas contidas na resolução, já que a UE, como tal, não está previsto que se envolva em quaisquer ataques ou na criação da zona de exclusão aérea, de acordo com vários diplomatas.

Van Rompuy e Ashton sublinham o papel importante da Liga árabe e dos seus parceiros árabes, consideram que a sua cooperação é «essencial e o seu papel claramente reconhecido na resolução».

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek disse também que ficou «feliz e aliviado porque a comunidade internacional finalmente tomou medidas concretas para impedir Kadhafi de matar o seu próprio povo».

O Conselho de Segurança da ONU adoptou uma resolução que autoriza «todas as medidas necessárias» para proteger os civis e impor um cessar-fogo ao exército da Líbia.

O texto foi aprovado por 10 votos a favor dos 15 membros do Conselho de Segurança. China e Rússia abstiveram-se, mas não usaram o seu poder de veto para bloquear o texto. Alemanha, Brasil e Índia também se abstiveram.

Sol/Lusa