Pinto da Costa terá de recorrer às melhores cordas em aço para amarrar Villas Boas: talvez nem a mistura entre ferro e carbono lhe garanta flexibilidade e segurança vitais para lidar com uma situação tão problemática como é a de procurar isolar o seu novo Mourinho da cobiça feroz que se instalou à sua volta.

Percorrendo os principais radares europeus, a conclusão é assustadora para PC: segundo as mais diversas frentes mediáticas, Chelsea, Liverpool, Juventus e Roma estarão declaradamente ao ataque do 'delfim' de Mourinho. Uns tendo Villas Boas como alvo preferencial, outros envolvendo Villas Boas em campos de escolha restrictíssimos, entre nomes consagrados como Guardiola, Mancini ou Ancelloti. E por este andar (será andar demasiado depressa, mas é a velocidade a que o mundo gira hoje) teremos, quem diria, Villas Boas a rivalizar... com Mourinho!

O facto é que, por mais que isso incomode, irrite ou envaideça Pinto da Costa, Villas Boas tornou-se inesperadamente um dos alvos mais apetecíveis da Europa dos ricos, e só esse facto é suficiente para endoidecer qualquer gestor, pois a elite dos clubes europeus, revestida por outras realidades financeiras, acena com ofertas salariais de quatro ou cinco milhões de euros/ano, valor de referência médio no circo da Premier ou da Série A.

Aqui e ali vai-se percebendo, também, que clubes como o Tottenham e At. Madrid já fizeram chegar o seu interesse em Villas Boas à grande imprensa internacional, e a verdade é que a cobiça se expande imparavelmente, quando o FC Porto ainda tem mais dois importantes troféus para tentar conquistar, sendo já colocado num resvaladiço plano de total favoritismo.

A Bola