Ex-presidente da Tunisia rejeita ter fugido
Ben Ali afirma diz que foi obrigado a partir

O ex-presidente tunisino Zine El Abidine Ben Ali afirmou esta segunda-feira, em comunicado, que não "abandonou" o seu cargo nem "fugiu", mas foi obrigado a partir do país, num comunicado divulgado esta segunda-feira.

O seu advogado libanês Akram Azouri precisou que "isso não quer dizer que Ben Ali se considere ainda presidente da Tunísia".

O ex-chefe de Estado, cujo julgamento à revelia se iniciou hoje em Tunes, explica num comunicado enviado pelo seu advogado que o director-geral responsável pela sua segurança, Ali el Siriati, lhe disse a 14 de Janeiro (data em que deixou a Tunísia) que o queriam assassinar e que o palácio presidencial estava cercado.

"Ali el Siriati insistiu para que acompanhasse a minha família a Jeddah (Arábia Saudita) por algumas horas para que os serviços de segurança pudessem acabar com o complot e garantir a minha segurança", indica.

"Apanhei então o avião com a minha família (...) mas depois da nossa chegada a Jeddah, o avião voltou para Tunes sem esperar por mim ao contrário das ordens que tinha dado", adianta o ex-presidente.

Assinalando que a sua partida foi "forçada", Ben Ali garante: "Eu fiquei em Jeddah contra a minha vontade. Mais tarde foi anunciado que fugi da Tunísia".

Ben Ali, que dirigiu o País com "mão de ferro" durante 23 anos, foi acusado de desvio de fundos públicos, bem como de posse de armas e de drogas. Arrisca uma pena de prisão de cinco a 20 anos.


C. da Manha