O programa de Governo agrada ao presidente da União das Misericórdias, mas Manuel Lemos  espera que medidas como as que constam no programa de emergência social que o Governo vai lançar não fiquem presas nas teias da burocracia.

?No papel eu diria que as coisas estão bem. Como se sabe, em Portugal, muitas vezes, é na execução que as coisas falham e falham não tanto pela falta de vontade dos responsáveis políticos, mas pelas pessoas.  Nós somos um país de pequenos poderes e é sempre quase por aí que as coisas ficam mais difíceis e confusas?, afirma Manuel Lemos.

O presidente da União das Misericórdias espera que  ?a vontade política que está traduzida no programa de Governo depois seja acompanhada na prática? pelos responsáveis governamentais e não fique ?à mercê de qualquer pequeno poder?.

O programa de emergência social é também saudado pelo presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social.

?Este plano de emergência social, em que as instituições terão de facto um papel muito activo, pode ser uma boa medida, não digo para resolver todas as situações porque não resolverá, mas pelo menos para atender aos casos mais emergentes que se vão multiplicando?, diz o Padre Lino Maia.

O presidente da Confederação das Instituições de Solidariedade Social deixa um alerta relacionado com a relação entre instituições e autarquias.

?É importante que aquilo que se fizesse não seja contra e ignorando as instituições. As autarquias devem promover encontros, reencontros, dinamização das instituições, mas não devem abafar as instituições?, refere.

Experiências recentes, diz o Padre Lino Maia, mostram que por vezes a transferência de competências ?traz algum afastamento das instituições?.



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