Realiza-se hoje, às 14h00, o funeral do músico e cantor Angélico Vieira, que morreu na terça-feira em consequência de graves lesões provocadas por um acidente de viação.

Prevê-se que o cemitério do Feijó, em Almada, se encha de fãs e outros admiradores.

Angélico, de 28 anos, sofreu um traumatismo crânio-encefálico "muito grave", na sequência do acidente ocorrido na auto-estrada A1, sentido Porto-Lisboa, junto à saída para Estarreja.

O jovem foi submetido a uma cirurgia no Hospital de Santo António e esteve ligado a um sistema de suporte de vida, que acabou por ser desligado na terça-feira, depois de os médicos terem declarado a sua morte cerebral.

Desde o dia do acidente, dezenas de familiares, amigos, fãs e curiosos estiveram junto ao hospital para acompanhar a evolução do estado de saúde do cantor e actor.

Segundo a GNR, o acidente foi causado pelo rebentamento do pneu esquerdo da frente do automóvel conduzido por Angélico, provocando um embate no separador lateral e a projecção do cantor e de dois outros ocupantes do veículo, que estariam sem cinto de segurança.

Além de Angélico, o acidente causou uma vítima mortal e ferimentos graves num outro passageiro. Com ferimentos ligeiros ficou o único ocupante que não foi projectado.

Sandro Milton Angélico Vieira nasceu em Lisboa a 31 de Dezembro de 1982. Trabalhava como modelo e estudava gestão de empresas quando, aos 21 anos, foi escolhido para representar o papel de David na série televisiva "Morangos com Açúcar". Foi o salto para a fama, com a notoriedade que ganhou como vocalista da nada ?D'ZRT?, que, após três anos de sucessos, se desfez.


Cantor deixou álbum de originais inacabado
Angélico Vieira estava a terminar o segundo álbum a solo quando sofreu o acidente. O álbum fica agora sem data de edição, disse à agência Lusa o agente de espectáculos Mário Dimas.

"O disco não está totalmente acabado, não foi ainda masterizado e ele estava em negociações com a discográfica Farol Música, que lançou o disco de estreia em 2008", avançou.

Em comunicado, a discográfica afirma que "pretende respeitar o momento de luto que se está a viver e não irá adiantar quaisquer dados sobre este assunto. Todo o tipo de informações que possam vir a ser veiculadas, serão dadas a seu tempo e em total harmonia com a família".

De acordo com Mário Dimas, o novo álbum foi produzido pelo próprio Angélico, que andava a preparar as canções há quase um ano. Entre as novas canções existem duas que contam com a participação de Rita Guerra e de Boss AC.

O primeiro álbum a solo do jovem foi lançado em 2008: "Angélico".

No sábado, dia do acidente, Angélico ia apresentar o primeiro tema do novo álbum.

In:RR.pt