A praça portuguesa está hoje corrigir dos fortes ganhos registados nas últimas sessões. O BCP lidera as perdas.

O principal índice accionista português, o PSI 20, até iniciou a negociação em terreno positivo mas depressa inverteu para zona de perdas, deslizando agora 0,21% para 7.309,54 pontos. A bolsa nacional valorizou mais de 5% desde o início da semana - devido sobretudo à aprovação de mais austeridade na Grécia -, e está hoje a corrigir parte desses ganhos. O mesmo acontece na Europa onde os principais índices também seguem em queda ligeira.

O BCP é dos mais pressionantes em Lisboa. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira tem sido bastante pressionado pela sua exposição á Grécia e descia hoje 1,46% para 0,40 euros. O BCP continua assim a negociar perto de mínimos históricos. Na restante banca, o BPI cedia 0,6% mas o BES avançava 0,19%.

A condicionar a evolução da praça lisboeta está também a Galp, que ontem chegou a disparar 9,8% em reacção à duplicação das estimativas do BG Group para as reservas petrolíferas na Bacia de Santos, no Brasil. Hoje os títulos recuam 0,88%. Ao início da manhã a Investec cortou a recomendação para a petrolífera de "comprar" para "manter", segundo uma nota divulgada na Reuters.

No mesmo sentido, a Portugal Telecom perdia 0,39% um dia depois de o Estado ter dado o primeiro passo para exterminar a golden share: marcar uma assembleia-geral para 26 de Julho. Já a EDP, outro título com forte ponderação no PSI 20, subia 0,73% para 2,46 euros, depois de Pedro Passos Coelho ter anunciado ontem no Parlamento que é intenção do Governo antecipar a concretização do programa de privatizações para o terceiro trimestre. Nesse programa está a EDP, mas também a REN, entre outras empresas.

Fora do mercado accionista, o euro apreciava para 1,4520 dólares (quinta subida consecutiva) numa sessão em que o preço do contrato de ‘brent' para Agosto descia para 111,66 dólares.

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In:Economico