Furto de cobre custou à EDP mais de 24 milhões de euros em três anos e meio

Os custos referentes a furtos de cobre registados pela EDP, nos últimos três anos e meio, ascendem a mais de 24,4 milhões de euros com tendência de forte crescimento, disse hoje à agência Lusa fonte da empresa.

«Desde 2008 que se regista uma tendência de forte crescimento, quer na quantidade de furtos quer na dimensão dos danos provocados», referiu à Lusa fonte próxima da administração da EDP.

A empresa registou este ano, até 15 de Julho, 2.457 ocorrências de furto de cobre, num custo superior a 7,97 milhões de euros, contra 2.889 furtos no valor de 9,08 milhões de euros em 2010.

A EDP, em 2009, assistiu 1.315 ocorrência de furto no valor de 4,5 milhões de euros, e em 2008 registou 1.009 furtos no valor de 2,85 milhões de euros em prejuízos com esta actividade criminosa, conforme os dados entregues à agência Lusa.

Os furtos «têm maior incidência nos distritos situados na parte litoral do território», tendo a empresa «reunido várias vezes com a protecção civil e a Guarda Nacional Republicana» na tentativa de «travar este tipo de crime», disse a mesma fonte.

Desde 2008 e até Julho de 2011, data a que o estudo se refere, inscrevem como distritos mais afectados pelos furtos Santarém (22%), Leiria (14%), Lisboa (12%) e Porto (12%), que registaram mais de 60 por cento dos furtos.

Em termos de concelhos, Montijo, Coruche, Sintra, Pombal, Ourém, Figueira da Foz, Silves, Coruche, Chamusca e Abrantes são os maiores alvos deste crime.

Durante os primeiros sete meses deste ano, os meses de Março, Abril e Maio foram os que mais ocorrências registaram.

«Mais de 400 em Março, quase 500 em Abril e quase 600 em Maio, sendo o mês de Março o que custou mais à EDP, com mais de dois milhões de euros em prejuízo», de acordo com os dados.

A Lusa contactou dois «sucateiros», que anunciam compra de cobre na internet, um em Alcobaça e outro em Sacavém, que sem se identificarem, disseram comprar «cobre limpo [sem borracha ou plástico a envolver o metal] a 4,5 euros o quilo», no caso de Alcobaça e «3,8 euros» para o sucateiro em Sacavém.

Um deles, explicou à Lusa que não pede qualquer informação sobre a origem do metal.

«Basta trazer o cobre, pesa e leva o dinheiro», disse, adiantando que ultimamente tem recebido muito metal e agora não precisa.

Em termos de cotação internacional, no mercado 'London Metal Exchange', esta manhã e para entrega do metal em Dezembro, a cotação do cobre atingia 6,33 euros o quilo (8.730 dólares a tonelada).


Lusa/SOL