S&P ameaça sete bancos portugueses com corte de rating

A agência de notação financeira Standard & Poor’s anunciou hoje ter colocado em revisão, com possibilidades de cortes no curto prazo, o 'rating' de sete bancos portugueses e da empresa estatal Parpública.

Dois dias depois de ter colocado em vigilância negativa (aquilo a que a agência chama 'CreditWatch' negativo) a avaliação de Portugal, bem como a de 14 outros países da zona euro, e 24 horas após ter efetuado o mesmo em relação ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), a Standard & Poor's anunciou contar resolver esta colocação quatro semanas após concluir a análise sobre Portugal.

Em comunicado, a agência de notação financeira disse ter colocado em ‘CreditWatch’ negativo (o que difere do ‘outlook’, ou perspetiva, por ter um prazo mais curto) as avaliações dos seguintes bancos:

Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português, Banco Espírito Santo (e a sua subsidiária de investimento), o Banco BPI e a subsidiária Banco Português de Investimento, tal como o Santander Totta.

«Acreditamos que um potencial corte de Portugal, quer seja em um ou dois níveis, ativaria, muito provavelmente, um corte correspondente dos 'ratings' das instituições financeiras que avaliamos, visto que estão ao mesmo nível do país», explicou a Standard & Poor's.

A lógica para o anúncio relativo à Parpública é a mesma, apesar de a agência acreditar que há uma grande probabilidade de apoio «extraordinário e atempad» por parte do Governo, caso necessário.

«Antecipamos que a Parpública virá a desempanhar um papel, completo ou limitado, enquanto gestora dos bens imobiliários do Estado, assim que os planos de privatização estiverem completos, algo que não deve acontecer antes de 2013», explicou a agência num comunicado separado.

A Standard & Poor's salientou que espera dar por terminado o processo de revisão do 'rating' em 'CreditWatch' assim que possível, depois da cimeira europeia de sexta-feira, o mesmo acontecendo para o nível soberano, quer seja para activar um corte quer seja para o manter no actual.


Lusa/SOL