A desflorestação da Amazónia brasileira registou, no último ano, o seu nível mais baixo desde 1988, quando começou a monitorização regular com imagens de satélite. Em relação ao ano anterior, o abate de árvores registou uma redução de 11,7 por cento.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - organismo que monitoriza a desflorestação - revelam que foram abatidos 6238 quilómetros quadrados de floresta entre Agosto de 2010 e Julho de 2011, o que representa uma queda de 11,7% em relação ao ano anterior.


"É uma taxa histórica e representativa, sinalizando que continuamos com a

nossa determinação de reduzir o desmatamento na Amazónia", disse a ministra brasileira do Ambiente, Izabella Teixeira, na apresentação dos números ontem, em Brasília, citada pelo jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com o INPE, as informações foram recolhidas pelo sistema Prodes, que recorre cerca de 100 imagens para cobrir 90% de toda a Amazónia. O Prodes estima a taxa anual e a extensão do desmatamento bruto e divulga na rede o banco de dados digital.


Em 2004 foi desmatada área igual ao Alentejo


A destruição da floresta amazónica tem vindo a cair desde 2004, quando atingiu perto de 28.000 quilómetros quadrados - quase a área de todo o Alentejo (31.000 quilómetros quadrados).


Já em 2009/2010, a área desflorestada tinha-se ficado nos 7000 km2. Nos 12 meses anteriores, tinha sido de 7500 km2. Para o último ano, temia-se um aumento - em função de dados preliminares, obtidos com imagens de satélite de menor resolução - mas, com dados mais detalhados, o retrato inverteu-se.


O anúncio da nova queda na desflorestação coincide com a aprovação, no

Senado brasileiro, do Código Florestal, uma legislação que os ambientalistas receiam incentivar o abate de mais árvores. Depois de dois anos de discussões, o texto estava agendado para ser votado esta quarta-feira.

Numa versão preliminar, aprovada pelo Congresso em Maio, a proposta de Código Florestal previa reduzir a área florestal que deveria ser mantida

intocada. A nova versão do documento aproxima-se mais das posições defendidas pelos ambientalistas mas continua a ser criticada.

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