Freiras agredidas por idosa em guerra com o Santuário de Fátima




Laurinda Oliveira - a idosa que tem um litígio em tribunal com o Santuário de Fátima – agrediu no sábado passado um grupo de freiras e raparigas em frente à moradia onde vive.

Uma das irmãs foi atingida, com violência nas costas e teve de ser assistida no hospital de Leiria.

A GNR de Fátima foi chamada ao local e registou a queixa contra a mulher de 80 anos.

Ao final da tarde de sábado passado, duas das irmãs que gerem a Casa de S. Miguel (Obra das Gaiatas) – que acolhe meninas em risco – regressavam a casa com um grupo de 20 crianças e jovens, que estiveram num concerto, quando se deram as agressões.

À frente do portão da entrada, estava Laurinda Oliveira, de 80 anos, que vive num anexo da moradia principal, que foi doada pela sua irmã ao Santuário de Fátima nos anos 90.

«Começou a dizer palavrões e insultos e a levantar as canadianas que usa no ar tentando acertar nas irmãs e nas crianças», contou ao SOL uma fonte que assistiu à cena.

«Uma das freiras foi mesmo parar ao hospital com uma lesão lombar por ter sido atingida com uma das muletas da idosa».

O grupo de meninas entre os oito e os dezoito anos entraram em pânico e as mais novas começaram a chorar.

Uma das raparigas ainda terá tentado travar a violência agarrando na muleta da idosa, que por querer agredi-la acabou por cair no chão.

«Foi um escândalo: as meninas estavam aterrorizadas», conta a mesma fonte.

«Estas crianças já têm traumas familiares suficientes, não precisam de viver estas situações», lamenta esta fonte.

As irmãs apresentaram queixa na GNR, que foi chamada ao local e tomou conta da ocorrência.

Nos últimos tempos, os conflitos entre Laurinda Oliveira – que sofre de uma doença psiquiátrica e necessita de acompanhamento constante – e as moradoras da casa de S. Miguel têm subido de tom.

«Costuma muitas vezes gritar insultos e até atirar pedras, mas desta vez foi mais longe», contou ao SOL uma fonte da Igreja.

O Santuário colocou uma acção em tribunal para que Laurinda abandone o anexo onde vive na Casa de S. Miguel.

A moradia e a associação Obra das Gaiatas foram entregues ao Santuário de Fátima por Maria Oliveira, irmã de Laurinda.

A doação previa que a fundadora da associação ali pudesse viver até morrer, mas depois do seu falecimento, Laurinda recusou-se a abandonar a casa.

O caso arrasta-se desde 2008 no Tribunal de Ourém aguardando-se a qualquer momento a leitura da Sentença.


SOL