Pinto Brasil defende que o Vitória não precisa de políticos, mas de gente de trabalho, respondendo diretamente a Luís Cirilo - que há dois anos integrou a sua lista nas eleições ao clube e que agora concorre pela lista de Júlio Mendes.

Cirilo questionou, esta semana, a credibilidade de Pinto Brasil junto da banca, o que motivou um ataque pessoal e posteriormente um contra-ataque feito de revelações até agora mantidas em sigilo.

Luís Cirilo explica por que motivo não está com Pinto Brasil, recuperando duas polémicas em que se diz traído e enganado.

«Quem tinha razão era o dr. Luís Freitas Lobo. E há documentos escritos que o provam. Quando Pinto Brasil anunciou que Freitas Lobo seria o seu diretor desportivo estava a faltar à verdade, pois não existia qualquer compromisso. Existia sim uma declaração em que Freitas Lobo não se comprometia antes das eleições, referindo que mesmo depois essa realidade seria pouco provável.»

Luís Cirilo lembra que tentou mediar este caso, mas Pinto Brasil, dois dias depois de assumir um pacto de silêncio com Freitas Lobo, voltou a quebrar a palavra.

O segundo episódio surgiu na sequência de uma tentativa de aproximação estratégica ao FC Porto. Luís Cirilo revela o teor de uma conversa com Pinto da Costa, em que o líder portista lhe disse que as relações entre os dois emblemas poderiam ser normalizadas caso a direção de Emílio Macedo saísse de cena.

«O senhor Pinto da Costa garantiu-me que nada o movia contra o Vitória e que poderia mesmo ceder-nos dois jogadores: Orlando Sá e Ernesto Farias. Disse então a Pinto Brasil, em privado, que guardaríamos esse trunfo caso fosse necessário. Mas para meu espanto, no dia seguinte, em grandes parangonas, lá estava a notícia nos jornais. Perante isto, esse senhor não voltará a enganar-me e não contará nunca mais com o meu apoio, nem para administrador de condomínio.»

Fonte :
A bola