Hungria pede 15 mil milhões de euros ao FMI

O governo húngaro conservador de Viktor Orban pretende chegar a acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para uma linha de crédito a três anos de 15 mil milhões de euros.
«O governo quer assinar um acordo sobre uma linha de crédito de precaução, num montante de 15 mil milhões de euros, para um período de três anos», declarou o negociador húngaro, Mihaly Varga.
«Estamos interessados em assinar o mais depressa possível, mas é mais realista esperar que consigamos chegar a acordo apenas no início do outono, acrescentou Varga, numa entrevista publicada hoje pelo diário húngaro de direita Magyar Hirlap, citada pela AFP.
A Hungria formalizou o pedido de empréstimo em Novembro de 2011, depois de enfrentar grandes dificuldades de financiamento na sequência da subida dos juros da sua dívida pública, e da queda da sua moeda, o forint.
As discussões enfrentaram ainda vários problemas depois da adopção pelo país de uma reforma do seu banco central, que, de acordo com a União Europeia e o FMI, intentaram contra a independência da instituição.
Bruxelas impôs uma revisão da reforma como condição prévia a quaisquer negociações sobre o empréstimo. Budapeste emendou a lei e a UE e FMI manifestaram-se disponíveis para regressar à mesa das conversações. O texto modificado não foi, porém, ainda aprovado pelo Parlamento húngaro, o que permitirá a retoma formal do dossier.
A Hungria escapou à bancarrota em 2008, graças a uma linha de crédito de 20 mil milhões de euros do Banco Mundial, da UE e do FMI.

Lusa/SOL