Cada família tem o seu estilo educacional. Sendo que uns são (potencialmente) mais adaptados que outros.




A arte de educar é um processo em que os pais vão evoluindo a par do desenvolvimento dos seus filhos.

É, então, fundamental que os pais reflictam e procurem dar sempre o melhor de si, respeitando a individualidade da criança e promovendo actividades em que esta possa desenvolver competências sociais e emocionais, já que estas são as chaves para um maior bem-estar.


Com o objectivo de melhor compreender os estilos de educação adoptados pelos pais e as suas consequências, na década de 70, a psicóloga Diana Baumrind enunciou três tipos principais – autoritário, permissivo, democrático.



Estilos educativos


Estilo Autoritário - há uma tentativa de controlar e modelar, de forma rígida, as atitudes da criança. Estes pais valorizam a obediência absoluta, recorrendo a medidas punitivas (verbais ou físicas) para que os mais pequenos se comportem de acordo com a sua exigência. São frequentes as críticas ou ameaças à criança, sendo muito escassas as manifestações de afecto.


Estilo Permissivo - os pais funcionam como meios de satisfação dos desejos das crianças, e não como modelos. Neste estilo existe uma quase ausência de normas e a obediência não é encorajada. Há geralmente calor afectivo e comunicação positiva, sem exigências de maturidade.


Estilo democrático - há o estabelecimento de normas e limites, envoltos num clima de calor afectivo. A comunicação é positiva e optimista. Os pais que usam este estilo educacional adequam as suas atitudes às necessidades da criança, quer no que toca à sua idade, quer aos seus desejos, fazendo exigências de maturidade concordantes com as capacidades e interesses da criança.


Qual o estilo mais eficaz ?


Os estudos têm mostrado que pais que adoptam um estilo parental democrático têm filhos com maior sucesso escolar e social. De facto, se é importante que os filhos tenham boas notas, o amor parental não é condicionado por esse facto.


É de extrema importância que as regras sejam temperadas com afecto. Para além disso, os pais democráticos quando dizem 'não' ou quando os filhos cometem erros, perdem tempo a explicar-lhes o porquê do comportamento estar errado, reflectindo também em conjunto sobre formas de evitar futuros comportamentos desadequados.


O sucesso nas funções parentais é diariamente construído e, não obstante a investigação poder fornecer várias noções que potenciam uma educação mais eficaz, não há a linearidade que tão frequentemente pais e educadores procuram.


De facto, o desenvolvimento social e afectivo de uma criança é condicionado fortemente pela educação parental, mas também por outras variáveis, como o meio escolar, os amigos, as famílias alargadas, ou mesmo a sociedade em que se encontra.

Deste modo, poderemos encontrar excepções em que filhos de pais com um estilo democrático poderão ter piores resultados escolares e sociais, ou o inverso poderá ocorrer com filhos de pais com um estilo negligente de educação.








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