A economia global deverá abrandar um pouco mais do que o inicialmente previsto, e a retoma da zona euro em 2013 será ainda mais tímida que o esperado, segundo previsões hoje divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).A economia global vai crescer 3,5 por cento este ano e 3,9 por cento no próximo, enquanto a economia da zona euro vai encolher 0,3 por cento este ano e aumentar apenas 0,7 por cento em 2013.
Estes números constam da actualização ao ‘Outlook’ (publicação sobre perspectivas económicas) do FMI, e são ligeiramente mais negativos que os anunciados em Abril pela instituição sediada em Washington.
«Nos últimos três meses, a retoma global, que já não era muito forte, deu sinais de novas fraquezas», lê-se no documento, que destaca a crise das dívidas soberanas na zona euro como o maior obstáculo ao crescimento.
Há no entanto problemas em outras regiões do mundo: «O crescimento em várias grandes economias emergentes ficou aquém do previsto». O FMI também manifesta a sua preocupação com o impasse político nos Estados Unidos quando ao processo orçamental, alertando que a manutenção de cortes draconianos na despesa poderá resultar em estagnação económica no próximo ano.
Apesar destes problemas, o efeito sobre a economia global será «marginal», prevê o FMI. No entanto, a retoma a nível mundial «continua em risco».
«Estas previsões assentam em dois pressupostos importantes: que serão tomadas as medidas necessárias para garantir que as condições financeiras na zona euro melhorem gradualmente, e que a flexibilização das políticas monetárias em economias emergentes vai prosseguir», lê-se no documento.
Na semana passada, a directora-geral do FMI, Christine Lagarde, já adiantara que as previsões do Fundo seriam revistas em baixa – e que mesmo as previsões actualizadas vão depender da concretização de medidas pelas autoridades na zona euro e em economias emergentes.

Fonte: Lusa/SOL