De que falam os cebeístas entre si ?
Utilizam de facto uma linguagem codificada ?
Como se organiza o tráfego ?
Quais são as regras a respeitar ?
Qual é a função das associações de CB ?

São estas as perguntas que os potenciais cebeístas se colocam. Com efeito, para o não iniciado, o tráfego e a linguagem CB são-lhe desconhecidas.
No entanto a CB é uma forma de divertimento de tempos livres ao alcance de todos, que apenas possui algumas regras elementares de comunicação e um mínimo de expressões codoficadas, facilmente e rapidamente assimiláveis pelo profano.

Acessível a qualquer de nós, a CB exige no entanto uma certa autodisciplina, um certo respeito pelos outros.
Esta atitude responsásel dos adeptos da Citizen´s Bande é absolutamente necessária para a sua sobrevivência enquanto verdadeiro instrumento de comunicação. Esta exigência torna-se aliás cada vez mais importante à medida que aumenta o número de estações em actividade nas frequências autorizadas.

Seria paradoxal que por falta de disciplina de uma parte dos seus adeptos, o tráfego CB acabasse por degenerar e caracterizar-se pela agressividade, dado que a sua principal vocação consite em melhorar as relações humanas.
O conteúdo da CB, - ou seja a sua atracção - encontra-se portanto fortemente ligado à natureza do comportamento dos seus utilizadores.

Alguns itens importantes :

1. Não profira palavras em desacordo com a moral e os bons costumes. A Banda do Cidadão não é como um telefone, onde somente duas pessoas ouvem o assunto. Ás vezes, toda a família pode estar ouvindo uma transmissão, e não seria nada bom se eles ouvissem tal palavreado tanto seu como de outros operadores.
2. Não sobremodule : Sobremodular é o acto de transmitir enquanto há outra pessoa transmitindo. Isso apenas gerará confusão para quem ouve, pois não ouvirão nem a sua transmissão, nem a do sobremodulado.
3. Dê espaço entre câmbios: Outras pessoas podem estar querendo conversar com você, e entrar em uma conversa (QSO) é um direito de todos.
4. Atenda rapidamente os operadores que pedem oportunidade (BREAK) . Pode ser que eles se encontrem em situação de emergência e necessitem de um contacto rápido.

Os exemplos vindos de muitas regiões do mundo ilustram claramente o facto de os utilizadores dos 27 MHz terem a CB que merecem e não apenas aquela que os regulamentos nacionais impõem.

Usar amplificadores lineares, recusar menor medida de autodisciplina, conduzem à anarquia e, deste ponto de vista, as associações de paraticantes têm um papel pedagógico primordial a assumir.

Finalmente, a CB encontrou-se numa encruzilhada; a partir da tão proclamada Norma Tr 20/02 da C.E.P.T. ( datada de 1972 ).

Eu próprio estive presente, na mesa de debate, na 1ª. Reunião Nacional Cebeísta ( patrocinada pelo CCBB ) em que se debateu, pela primeira vez, em Portugal, profundamente, a Recomendação T/R 20-02 da CEPT ( Conferência Europeia das Administrações de Correios e Telecomunicações )
A reunião teve lugar em Vila Chã ( Barreiro ) e realizou-se no dia 19 de Novembro de 1989.


Hoje, a CB encontra-se à procura de um alicerce legal , muito mais amplo, que lhe dê forma e ajude a voltar a ter o protagonismo de utilidade na sã convivência expansionista , que reconheceu em outros tempos ...