Testemunha lembrou no tribunal formação militar do engenheiro Ferreira da Silva, garantindo que arguido “não estava consciente” quando disparou .



A formação militar, nos Rangers, de António Ferreira da Silva, que em Fevereiro de 2011 matou o ex-genro a tiro no parque da Mamarrosa, em Oliveira do Bairro, foi ontem abordada no julgamento que decorre no Tribunal de Anadia. Um amigo do homicida aludiu ao treino de automatismo de guerra daquelas tropas especiais para tentar explicar o comportamento do arguido no momento em que disparou sobre Cláudio Rio Mendes, quando tinha a neta ao colo. "O que se passou ali é que o chip virou para automático", afirmou José Jorge Ferreira, veterinário e também ex-militar.

Na opinião da testemunha, o arguido estaria, naquele momento, debaixo de uma pressão semelhante à de combate: "estava fora dele. Não era o verdadeiro Ferreira da Silva". Segundo a análise que fez, há "uma pessoa que é normal e outra" a partir do momento em que "há uma situação que lhe perturba o raciocínio".

O facto de Ferreira da Silva ter descarregado a arma contra o ex-genro e ter continuado a disparar revela, segundo a testemunha de defesa, que "não estava consciente" e "não teve a noção que atingiu o alvo" mortalmente. Já Ilda Conceição, pediatra, que esteve presente em visitas da vítima à filha, disse ainda que Ferreira da Silva era amigo de Cláudio e tentou ajudá-lo "mas ele não deixava".

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