Interdição à captura de bivalves manteve-se na zona oceânica, onde os pescadores exercem actividade. Permitida apanha na ria, entre a Fuseta e Faro .



A interdição à captura de bivalves foi ontem levantada em parte da ria Formosa, mas na zona oceânica do Sotavento, entre Olhão e Vila Real de Santo António, continua a ser proibida a apanha, devido à existência de toxinas. Os pescadores da ganchorra dizem que vão continuar a não conseguir ganhar a vida e ameaçam com uma manifestação, na próxima semana.

O presidente da Olhãopesca, António da Branca, diz que os protestos serão desenvolvidos em frente às instalações do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), em Olhão. Este dirigente associativo receia mesmo que "possa ser uma manifestação violenta, porque as pessoas estão desesperadas e a passar fome".

De acordo com António da Branca, os pescadores da ganchorra desenvolvem a sua activida no litoral do Sotavento, onde se mantém a interdição da captura de bivalves. E, acrescenta, "já estão parados há quase três meses, sem quaisquer apoios do Estado".

De acordo com as análises do IPIMAR, a proibição à captura deve-se à existência da toxina DSP, que provoca diarreia. Na ria Formosa, a proibição foi levantada nas zonas da Fuseta, Olhão e Faro e mantida em Vila Real de Santo António e Tavira. Américo Custódio, da associação de viveiristas, diz que muitas pessoas vão conseguir trabalhar de novo, mas destaca os prejuízos já sofridos.

No Barlavento, está proibida a apanha de mexilhão na ria de Alvor e de mexilhão e ostra no litoral entre Portimão e Lagos.

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