O bastonário da Ordem dos Advogados considerou esta quinta-feira que "era bom" para o país e para a Justiça que a ministra Paula Teixeira da Cruz deixasse a pasta, afirmando que a governante "não serve os interesses" do sector.



"Era bom para o país, era bom para ela, era bom para a Justiça que a senhora ministra deixasse [o cargo], mas eu não vou pedir isso publicamente, porque, aliás, era um ato inútil da minha parte", disse António Marinho e Pinto aos jornalistas no Porto.

Marinho e Pinto, a quem fora pedido um comentário às declarações da ministra da Justiça sobre as buscas da Polícia Judiciária às casas de três ex-membros do Governo, sublinhou que "como bastonário" não pede a demissão da ministra porque tem "este princípio", já que isso "é da luta política na lógica e na dialéctica da oposição".

"Para mim, entendo que seria um acto de higiene, de cidadania, haver uma mudança, não só dela mas de todo o Governo. Entendo que o senhor Presidente da República deveria fazer todos os possíveis para que se criasse em Portugal um Governo de salvação nacional, que envolvesse os dois principais partidos do arco do poder", declarou.

Na opinião do bastonário "a ministra não serve os interesses da Justiça, mas não é só a partir destas declarações, é praticamente [desde] dois meses depois de ter tomado posse".

cm