Os escombros do incêndio que destruiu, quase por completo, o Retail Park de Portimão viraram atracção para vários populares, que querem ver de perto a destruição causada pelo violento fogo ocorrido há cerca de uma semana.



"Já tinha estado cá depois do incêndio, mas hoje [ontem] decidi trazer a minha mulher e o meu filho", diz Artur Jorge, de 48 anos, de Alcantarilha (Silves), uma das muitas pessoas que ontem se deslocaram ao local.

As chamas destruíram sete espaços comerciais, e os escombros continuam por remover até que os investigadores da Polícia Judiciária (PJ) realizem as perícias necessárias para apurar as causas do fogo, trabalho que estava previsto começar hoje, mas, ao que o CM apurou, só deve arrancar amanhã (ver caixa).

As sete grandes superfícies destruídas procuram agora soluções para voltar a abrir rapidamente. Amanhã, sabe o CM, a Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) reúne com a Câmara de Portimão no sentido de arranjar soluções para instalar as empresas no centro da cidade.

A ACRAL quer ainda incentivar a autarquia a concorrer aos fundos comunitários do programa Jessica, que tem reservados cinco milhões para o Algarve, para requalificar edifícios degradados que possam albergar novos espaços comerciais.

PERÍCIAS DA PJ DEVEM ARRANCAR APENAS AMANHÃ

As perícias da Polícia Judiciária (PJ) para encontrar o ponto de ignição do violento incêndio devem começar apenas amanhã, apurou o CM. As importantes diligências têm sido constantemente adiadas por falta de meios logísticos, nomeadamente de maquinaria pesada e de pessoal que possa ajudar os investigadores a movimentarem-se dentro dos escombros. Os meios deverão ser colocados à disposição pela empresa gestora do Retail, a Fun Box. Os técnicos das seguradoras das sete megalojas destruídas também ainda não puderam entrar: só serão autorizados a fazê-lo depois do trabalho realizado pela PJ.

cm