Gunnar Dorries, o alemão que matou a amante, a angolana Georgina Zito, e a filha de ambos, Alexandra, de ano e meio, em Julho de 2010, em Lagos, foi ontem condenado a prisão perpétua pelo Tribunal de Munique, na Alemanha.



Dorries, engenheiro, 47 anos, vai cumprir, pelo menos, 15 anos de cadeia. A pena será depois reavaliada pelas autoridades germânicas. Se concluírem que deve continuar preso, volta a ser reavaliado dois anos depois e assim sucessivamente. Ontem, o tribunal considerou que se tratou de "um crime especialmente grave", planeado meticulosamente pelo alemão. Em média, os condenados a este tipo de penas, na Alemanha, cumprem 21 anos de prisão.

A 10 de Julho, o alemão matou Georgina, 30 anos, na praia dos Canaviais, em Lagos, simulando um afogamento. Foi visto por testemunhas e fugiu do local com Alexandra. Quando chegou ao hotel onde estavam alojados já não levava a criança. Três dias depois abandonou Portugal, rumo à Alemanha, onde foi detido. O cadáver da menina foi encontrado em Março de 2011, numa arriba, em avançado estado de decomposição. Com o duplo homicídio, Dorries pretendia esconder, da mulher alemã, o romance com Georgina e a paternidade da menina

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