Condenações
Supremo Tribunal brasileiro condena 12 réus do "mensalão"


O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância judiciária brasileira, considerou culpados mais 12 réus do caso "mensalão", todos eles ligados a partidos políticos, numa decisão anunciada na segunda-feira à noite.

O caso, descoberto em 2005, consistia num pagamento mensal a parlamentares dos partidos aliados do Governo, a troco de apoio político, durante a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva.

As condenações desta semana ocorreram por crimes como corrupção passiva, branqueamento de capitais e formação de quadrilha. A decisão dos juízes reforçou a tese de compra de apoio político e refutou o argumento de advogados dos réus, que afirmavam que o dinheiro "não contabilizado" havia sido usado com gastos de campanha.

Foram considerados culpados cinco assessores e políticos ligados ao Partido Progressista (PP), Pedro Corrêa, Pedro Henry, João Claudio Genu, Enivaldo Quadrado e Breno Fischberg e três ligados ao antigo Partido Liberal, actual Partido da República (PR), Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas, Bispo Rodrigues. Um representante do PR foi absolvido por falta de provas.

Também foram condenadas três pessoas ligadas ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Emerson Palmieri, Romeu Queiroz e Roberto Jefferson, o delator do esquema; e uma ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), José Rodrigues Borba.

Os juízes ainda irão julgar o núcleo de políticos suspeitos de corrupção activa, ou seja, da compra de votos. Ao todo, em um mês e meio de julgamento, 22 dos 37 acusados foram condenados e quatro foram absolvidos.

As sentenças serão conhecidas no final do julgamento.

C. da Manha