Despido e com a cabeça numa poça de sangue. Foi assim que Francisco Carvalho foi encon trado, sem vida, num apartamento alugado em Albufeira.



A vítima, de 49 anos e natural de São Sebastião da Pedreira, era gerente de um espaço comercial, em Albufeira. Ao que o CM apurou, era homossexual e a morte terá acontecido depois de serem ouvidos gritos e uma discussão entre dois homens dentro da casa.

O caso está a ser investigado pela Directoria do Sul da Polícia Judiciária (PJ) e as autoridades tentavam ontem localizar a segunda pessoa que estava dentro do apartamento.

O cadáver foi descoberto anteontem, ao final da noite. Ao que o CM apurou, alguns vizinhos ouviram gritos aparentemente de um discussão entre, pelo menos, dois homens. Depois disso, o carro da vítima desapareceu.

Os vizinhos alertaram a GNR de Albufeira, que quando chegou ao local encontrou o corpo de Francisco Carvalho estendido no chão, completamente despido, deitado de barriga para baixo e a sangrar do nariz. O cenário encontrado no apartamento, na zona do Forte de São João, levou os militares da GNR a chamar de imediato a Polícia Judiciária, por não existirem certezas sobre as causas da morte do homem.

O corpo não apresentava sinais evidentes de homicídio, mas a forma como estava o corpo e o facto de ter desaparecido a viatura da vítima levantaram muitas dúvidas, que só vão ser esclarecidas depois de conhecidos os resultados da autópsia [ver caixa] e quando for localizado o outro homem que estava com a vítima no apartamento, momentos antes da morte.

Ao que o CM apurou, de dentro da casa terá também desaparecido o telemóvel da vítima, assim como a carteira com dinheiro e documentos.

APARTAMENTO ERA FREQUENTADO POR HOMENS

No apartamento onde foi encontrado o corpo de Francisco Carvalho era frequente serem vistos vários homens a entrar. "Pelo menos três homens costumavam entrar na casa", referiram ao CM alguns vizinhos, que pediram o anonimato. As pessoas que o frequentavam "eram de Albufeira". Uma outra fonte revelou ao CM que era frequente serem realizadas festas de cariz homossexual dentro do apartamento, com misturas explosivas de substâncias estupefacientes, não revelando com exactidão se foi o caso na noite em que aconteceu a morte. Segundo foi possível apurar, era já do conhecimento de todos a opção sexual da vítima. No entanto, os encontros privados dentro da casa eram sempre envoltos em muito segredo.

AUTÓPSIA VAI REVELAR CAUSA DA MORTE

O corpo foi recolhido por volta das 23h00 de anteontem e transportado para o gabinete médico-legal do Hospital de Faro, onde irá ser realizada a autópsia. O exame ao cadáver, que vai ser realizado hoje de manhã, deverá revelar com exactidão qual foi a causa da morte da vítima. Certo é que as autoridades suspeitam de que existe uma segunda pessoa envolvida na morte de Francisco Carvalho, alguém que esteve dentro do apartamento e desapareceu naquela noite. O desaparecimento dos bens da vítima também faz adensar o mistério.

cm