Os dois vídeos que antecederam o homicídio do advogado Cláudio Mendes, em Fevereiro de 2011, na Mamarrosa, Oliveira do Bairro, terão sido eliminados do iPhone da jovem que fez as gravações antes do crime. Segundo um relatório ontem citado pelo juiz, durante o julgamento no Tribunal de Anadia, os dois ficheiros que desapareceram terão sido eliminados antes da criação dos vídeos que reproduzem o momento em que Ferreira da Silva disparou sobre o ex-genro.



De acordo com o relatório citado, se tivessem sido apagados posteriormente poderiam ter sido recuperados nas pe-ritagens feitas porque os respectivos blocos de memória ainda estariam intactos.

A questão foi abordada após ter sido ouvido o inspector-chefe da PJ de Aveiro, que garantiu ter-se limitado a copiar o ficheiro vídeo indicado pela proprietária do iPhone. A testemunha disse desconhecer que algum ficheiro tenha sido eliminado. A defesa do arguido solicitou que na sequência do depoimento do inspector-chefe, o perito que fez o relatório preste mais esclarecimentos.

Na sessão de ontem foi ainda ouvida uma amiga da juíza Ana Joaquina, filha do arguido. Teresa Coimbra disse ter ficado com a ideia de que Ana "andava cheia de medo" de Cláudio. Referindo conversas que manteve com a amiga, disse que o advogado terá tentado obrigar a filha a tomar banho no mar no Inverno.

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