Foram dados informáticos que denunciaram o maçon que esteve por trás da carta enviada ao grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) e que pedia a expulsão do ‘irmão’ Miguel Relvas – apurou o SOL junto de fontes maçónicas.
O documento terá sido escrito num computador pessoal e depois enviado de um cibercafé. Estas informações levaram a que o grão-mestre, Fernando Lima, ordenasse no início de Setembro a suspensão do alegado autor da carta: um maçon que é funcionário da RTP, estação cujo processo de privatização está a ser liderado pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.
Aliás, no seio do GOL há quem veja esta carta como uma «vingança» do funcionário da RTP que entrou há já muito tempo para a maçonaria. Mas há também quem concorde com a ideia deste ‘irmão’ de que o GOL não deve estar envolvido em polémicas e ter elementos rodeados de suspeitas.
Até agora, nenhum irmão – nomeadamente da loja Liberdade Livre, cujo venerável (líder) é o cantor Vitorino e à qual pertence o maçon suspenso – pediu explicações ou contestou junto de Fernando Lima a sanção aplicada ao alegado autor da carta.
Um dos motivos que originou a suspensão foi o facto de o maçon ter enviado a carta ao abrigo de uma outra loja, chamada Pátria, que segundo os seus membros, existia de forma secreta no GOL. «Mas mesmo as lojas ‘a coberto’ têm sempre de ser do conhecimento do grão-mestre» – explica ao SOL fonte do GOL, garantindo que, a existir, a suposta loja violou os princípios da obediência.
O caso foi enviado para o conservador da Justiça (uma espécie de procurador) que irá deduzir a acusação e remetê-la para o tribunal maçónico. Segundo o DN, o maçon suspenso recorreu entretanto da suspensão.

Fonte: SOL