Dias depois de ter sido obrigado a ausentar-se do serviço para ir a casa, devido a uma fuga de gás, um agente da Unidade Especial de Polícia (UEP) de Faro soube que tinha um processo disciplinar. Colegas de trabalho do polícia receberam mesmo ordens para se deslocar ao condomínio do prédio onde reside, onde interrogaram o administrador e vizinhos.



Os factos remontam a 5 de Julho. O agente investigado, que comandava a equipa de inactivação de explosivos de serviço nessa noite, recebeu um telefonema do administrador do condomínio onde reside (o edifício Oásis, na Estrada Nacional 125), que o alertou para uma fuga de gás. O agente teve de ir a casa, onde ajudou a resolver a situação. Ao voltar ao serviço, o agente terá sido visto por um superior, que comunicou o caso ao comandante do Destacamento de Faro da UEP.

Nos dias seguintes, um chefe e um agente desta unidade deslocaram-se ao edifício Oásis, onde interrogaram o administrador, empregadas de limpeza e vizinhos do agente, que foi alvo de processo disciplinar.

O comandante do Destacamento de Faro da UEP, comissário Fausto Cabrita, não comentou o processo, nem os procedimentos tomados pelos agentes no edifício onde reside o polícia. Já fonte oficial do Comando de Faro limitou-se a confirmar o processo interno de averiguações.

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