Quatro dos sete detidos na manifestação de sexta-feira em frente à Assembleia da República, em Lisboa, aceitaram esta segunda-feira em tribunal a proposta do Ministério Público (MP) de dar dinheiro a instituições de caridade e de prestar trabalho comunitário.



Durante os seis meses da suspensão provisória do processo, três dos homens vão entregar 200 euros a instituições de caridade e prestar 60 horas de trabalho comunitário. O outro arguido aceitou doar 150 euros a uma igreja e a trabalhar 30 horas em prol da comunidade, adiantou, à agência Lusa, fonte ligada ao processo.
Dos três detidos que recusaram a proposta do MP, um vai ser julgado em processo sumário a 19 de Outubro, enquanto os outros dois devem ser julgados em processo comum, caso não seja, entretanto, determinado o arquivamento dos autos, explicou a mesma fonte, acrescentando que os sete homens estavam acusados de resistência e coacção a funcionário.

As propostas do Ministério Público de suspensão provisória dos processos estão agora dependentes de decisão do juiz de Instrução Criminal.

Os sete homens, maioritariamente jovens e detidos durante a manifestação da tarde e noite de sexta-feira frente à Assembleia da República, foram ouvidos hoje no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, no Campus da Justiça.

A manifestação aconteceu depois de uma primeira concentração no Rossio, de onde uma dezena de pessoas partiu para o Parlamento, e foi convocada através das redes sociais, tendo juntado algumas centenas de participantes.

Durante a acção de protesto contras medidas de austeridade do Governo, a PSP identificou outras nove pessoas e apreendeu, nomeadamente, lenços para tapar o rosto e máscaras.

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