Bruno Nocas, 30 anos, colou ao peito de Fátima Cristina Afonso a pistola que roubara, meses antes, ao pai da vítima, comandante do posto fiscal da GNR da Banática, na Trafaria, Almada .


Fátima Afonso estava grávida de seis semanas

Disparou, na casa do casal na Charneca de Caparica, a 21 de Novembro do ano passado. Fátima, 28 anos, estava em frente ao computador - teve morte imediata. Na passada sexta-feira, o Tribunal de Almada condenou o homicida a 19 anos e seis meses de prisão.

Bruno estava acusado de um crime de homicídio qualificado e outro de aborto, uma vez que Fátima estava grávida de seis semanas.

Mas foi absolvido do último crime, uma vez que o colectivo de juízes considerou não ter ficado provado que o arguido sabia que a ex-companheira estava grávida.

Segundo o depoimento dos vizinhos, enquanto prosseguiu o julgamento, antes de matar a ex-companheira foram ouvidas várias discussões. O comandante da GNR, pai da vítima, chegou mesmo a dizer que o homicida "era como um filho". Já Bruno preferiu manter-se em silêncio ao longo de todas as audiências do julgamento.

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