Até Setembro deste ano morreram 33 mulheres vítimas de violência doméstica e 31 sofreram tentativas de assassínio por parte de companheiros ou ex-companheiros, segundo dados do Observatório da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta).



Face à gravidade da situação, a presidente da UMAR, Maria José Magalhães, disse esta segunda-feira esperar que a criação de um modelo de classificação de risco para vítimas de violência doméstica ajude a legitimar a actuação das forças de segurança.

"Esperemos que o novo modelo, que está ser desenvolvido há algum tempo, ajude a legitimar a actuação das forças policiais. Essa avaliação de risco é um dos elementos essenciais para pensar a intervenção e o apoio que se vai sugerir quer seja a nível jurídico, psicológico ou social", disse à agência Lusa Maria José Magalhães.

No domingo, mais uma mulher foi vítima de violência doméstica em Setúbal.

Carla, de 38 anos, morreu depois do marido, Álvaro Santos, de 44 anos, ter disparado a queima-roupa para a cabeça. Carla que tinha o filho de dois anos ao colo teve morte imediata. O marido suicidou-se logo depois também a tiro de caçadeira na cabeça. A crianças escapou sem ferimentos

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