O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, reafirmou esta terça-feira, na Figueira da Foz, a exigência daquela central sindical pelo aumento do salário mínimo nacional para os 515 euros "com efeitos imediatos".



À entrada do porto de pesca da Figueira da Foz, no final da passagem da "Marcha do Desemprego" pelo distrito de Coimbra, Arménio Carlos frisou que o aumento do salário mínimo defendido pela CGTP-IN corresponde a "um euro por dia", exortando o Governo a discuti-lo com os sindicatos.

"O Governo do PSD/CDS, neste momento, foge como o diabo da cruz em discutir o aumento do salário mínimo nacional", frisou.

O líder da CGTP-IN lembrou, no entanto, que a central sindical assinou um acordo com o governo socialista liderado por José Sócrates para que o salário mínimo atingisse os 500 euros.

"Continuamos a lutar para que o salário mínimo atinja, agora, esse valor. Foi o Partido Socialista que impediu que os salários atingissem os 500 euros em Janeiro de 2011, passou apenas e só para os 485 euros", disse Arménio Carlos.

"A CGTP honra os compromissos que assume, quer seja com o patronato, quer seja com qualquer governo", acrescentou.

Outra proposta hoje avançada pelo líder sindical passa pela redução dos preços dos combustíveis, energia e telecomunicações para as famílias e empresas.

Arménio Carlos propôs ainda que seja garantido "um financiamento às micro e pequenas empresas" através da Caixa Geral de Depósitos "de forma a que estas se possam livrar da asfixia a que estão a ser sujeitas".

cm